Aventura no Serra Verde Express
Da estação de Curitiba a Morretes, uma viagem de natureza, engenharia, histórias e sabores.

Apresentação · PDF, página 2
Seu passaporte de descobertas
Para crianças de 5 a 9 anos, com leitura compartilhada em família ou na escola.



Pipo Lila Teco
Nossa missão: reunir uma descoberta da natureza, uma da engenharia e uma da cultura!

01 A aventura em 32 quadrinhos 3 a 10
02 Da estação ao sabor do barreado 11 a 24
03 Dez missões para imprimir e brincar 25 a 34
04 Colorir, conferir e celebrar 35 a 40
História fictícia inspirada em fontes oficiais e nas referências visuais fornecidas. Ilustrações e esquemas simplificam os lugares. Publicação educativa independente, sem vínculo oficial com a operadora.
A história · PDF, página 3
1. Um convite sobre trilhos
Acompanhe a viagem e guarde as três descobertas da turma. OBSERVAR • PERGUNTAR • PLANEJAR

Na estação de Curitiba, Pipo abriu seu caderno. Ana anunciou: ‘Hoje vamos descobrir como a serra, o trem e a comida contam histórias!’

Lila propôs uma missão: ‘Vamos guardar três descobertas: uma da natureza, uma da engenharia e uma da cultura de Morretes.’

Teco observou o trem. ‘Quantas janelas! Cada uma pode mostrar uma paisagem diferente.’ Todos prepararam seus olhos curiosos.

Com Ana, a turma conferiu o bilhete e seguiu a orientação da equipe. O passeio começava com cuidado e muita vontade de aprender.
A história · PDF, página 4
2. A janela vira um livro
Acompanhe a viagem e guarde as três descobertas da turma. TEMPO • PAISAGEM • CONVIVÊNCIA

Já sentados, os amigos ouviram a guia. ‘Esta ferrovia foi construída há muito tempo para ligar o planalto ao litoral do Paraná.’

Ana contou que a ferrovia Curitiba-Paranaguá foi inaugurada em 1885. ‘Hoje faremos o passeio turístico até Morretes’, explicou.

O trem deixou Curitiba. Casas e ruas apareceram na janela. Depois, perto de Piraquara, a turma percebeu mais campos e árvores.

Pipo desenhou dois cenários no caderno. ‘A paisagem muda aos poucos!’ Lila completou: ‘Olhar com atenção também é aprender.’
A história · PDF, página 5
3. Entrando no mundo verde
Acompanhe a viagem e guarde as três descobertas da turma. RELEVO • TÚNEIS • CURIOSIDADE

Ao se aproximar de Roça Nova, o trem encontrou a passagem para a serra. A mata ficou mais densa, e o caminho parecia abraçar as montanhas.

O trem entrou em um túnel. ‘Ficou escuro lá fora!’ disse Lila. Ana explicou: ‘O túnel permite passar por dentro de uma parte da montanha.’

Na saída, um vale verde se abriu. A turma viu encostas, nuvens e água descendo pelas pedras. Pipo ficou em silêncio para observar.

‘Não estamos vendo só árvores’, percebeu Teco. ‘Há água, rochas e muitos seres vivos!’ A primeira descoberta estava no caderno.
A história · PDF, página 6
4. Pontes que vencem vales
Acompanhe a viagem e guarde as três descobertas da turma. ENGENHARIA • FORMAS • APOIOS

Na Ponte São João, os trilhos cruzavam um vale. ‘A ponte apoia o caminho do trem sobre um espaço mais baixo’, explicou Ana.

Lila reparou nas peças da estrutura. ‘Tudo precisa trabalhar junto!’ A turma imaginou quantas pessoas ajudaram a construir a ferrovia.

No Viaduto do Carvalho, o trem acompanhou a encosta em uma curva. A paisagem era enorme, mas os trilhos continuavam apoiados na estrutura.

Pipo sorriu: ‘Parece que voamos, mas não voamos!’ Teco concluiu: ‘A engenharia criou um caminho para atravessar a serra.’
A história · PDF, página 7
5. A serra tem muitos moradores
Acompanhe a viagem e guarde as três descobertas da turma. MATA ATLÂNTICA • ÁGUA • RESPEITO

A turma procurou diferentes verdes na Mata Atlântica. Folhas grandes, palmeiras e plantas sobre os troncos formavam um cenário cheio de vida.

‘Será que veremos algum animal?’, perguntou Pipo. ‘Talvez’, respondeu Ana. ‘Eles vivem livres, e nem sempre aparecem durante o passeio.’

Perto do conjunto Marumbi, a guia apontou montanhas e a estação. A turma permaneceu no trem: seu destino naquele dia era Morretes.

Lila guardou a embalagem do lanche na mochila. ‘Nossa lembrança será o desenho, não uma folha arrancada.’ Teco aprovou a ideia.
A história · PDF, página 8
6. Morretes: rio e memória
Acompanhe a viagem e guarde as três descobertas da turma. CIDADE • PATRIMÔNIO • COMUNIDADE

Na estação de Morretes, o trem parou. Ana esperou a orientação da equipe, e os amigos desembarcaram juntos pela plataforma.

No centro, Pipo encontrou casas antigas, portas coloridas e gente trabalhando. ‘A cidade continua viva dentro de sua história!’, disse.

À beira do rio Nhundiaquara, Lila observou a água e as montanhas ao fundo. A turma caminhou com Ana pelos espaços de passeio.

Teco admirou o trabalho de uma artesã. ‘Conhecer uma cidade também é escutar quem mora nela.’ A segunda pista cultural estava chegando.
A história · PDF, página 9
7. Um sabor chamado barreado
Acompanhe a viagem e guarde as três descobertas da turma. CULINÁRIA • TRANSFORMAÇÃO • CULTURA

No restaurante, Ana apresentou o barreado: um cozido de carne bovina, preparado lentamente e tradicional no litoral do Paraná.

Ana mostrou uma panela já fria. “Barrear é vedar a tampa com uma massa. Isso ajuda a conservar o vapor durante o preparo tradicional.”

Na mesa, Ana ajudou a turma a servir uma pequena porção com farinha de mandioca e banana. Todos observaram o aroma e a textura.

‘A comida também guarda conhecimentos’, disse Lila. Pipo anotou a terceira descoberta: pessoas transmitem receitas e histórias de geração em geração.
A história · PDF, página 10
8. Três descobertas, uma viagem
Acompanhe a viagem e guarde as três descobertas da turma. RECONTAR • COOPERAR • CELEBRAR

Depois do almoço, a turma abriu o caderno junto ao rio. Teco lembrou a mata e a água. Lila descreveu as pontes, os túneis e os trilhos.

Pipo falou do barreado e das pessoas de Morretes. ‘Missão cumprida! Nossa viagem juntou natureza, engenharia e cultura.’

Ana convidou: ‘Vamos fazer uma revista de lembranças e um trem de papel? Assim poderemos compartilhar o que descobrimos.’ Todos concordaram.

Com o retorno combinado, os amigos se despediram de Morretes. Levaram desenhos, perguntas e o desejo de cuidar dos lugares que conheceram. Fim!
Descobertas · PDF, página 11
O caminho de Curitiba a Morretes
Leia de cima para baixo. Este roteiro destaca etapas da viagem e não está em escala.

1 Curitiba
Embarque na Rodoferroviária. A viagem começa no planalto, em meio à paisagem urbana.
2 Piraquara
O trem segue pela região do planalto. Campos, construções e vegetação mudam o cenário.
3 Roça Nova
A região marca a passagem para a serra. Túneis ajudam o caminho a atravessar o relevo.
4 Serra do Mar
Mata Atlântica, vales e água. Entre os destaques estão a Ponte São João e o Viaduto do Carvalho.
5 Marumbi
O conjunto de montanhas e a estação fazem parte da paisagem. A turma continua até seu destino.
6 Morretes
Desembarque, passeio a pé pelo centro e descoberta do rio Nhundiaquara e do barreado.
O destino desta revista é Morretes
A ferrovia histórica foi construída até Paranaguá. No passeio Curitiba-Morretes, Morretes é o destino final. Ver uma estação pelo caminho não significa que todos os passageiros desembarcam nela.
Fontes: 1, 2, 3, 5, 7, 13. Etapas resumidas; não representa todas as estações.
Descobertas · PDF, página 12
Uma viagem por diferentes tempos
A ferrovia e as paisagens guardam memórias. Pessoas de muitas gerações ajudaram a construí-las.

Começam as obras
1880
A construção da ferrovia Paranaguá-Curitiba começou. Vencer as montanhas exigiu planejamento e muito trabalho.
Planalto e litoral conectados
1885
A ferrovia foi inaugurada, criando uma ligação importante para pessoas e mercadorias.
A paisagem ganha proteção
1986
A Serra do Mar paranaense foi tombada. Tombar significa reconhecer e proteger um patrimônio.
Nasce a Serra Verde Express
1997
A empresa foi criada para administrar o transporte de passageiros na ferrovia histórica.
Memória de Morretes
2022
O tombamento do conjunto histórico, urbanístico e paisagístico de Morretes foi concluído.
Construir e conservar são trabalhos coletivos
Engenheiros, trabalhadores da obra, equipes ferroviárias, moradores e profissionais do turismo participam dessa história. A paisagem reúne natureza e trabalho humano.
Fontes: 4, 5, 6.
Descobertas · PDF, página 13
Como embarcar no passeio?
A estação é o ponto de encontro entre quem vai viajar e a equipe do trem.


Bilhete é uma informação
Ele identifica a viagem reservada. Um adulto confere a data, o sentido e a opção escolhida.

1 • Prepare com um adulto
2 • Encontre a equipe
Confira a reserva e as orientações de chegada e documentação enviadas pela operadora.
Na estação, procure o local indicado. Peça ajuda para localizar o carro e o assento.
3 • Espere a orientação
4 • Acomode-se
Aguarde o trem parado e o embarque autorizado. Use a plataforma e mantenha o grupo junto.
Guarde seus objetos, sente-se e escute a equipe. O passeio é uma experiência compartilhada.
O passeio começa antes da partida
Na plataforma, fique longe da borda. Em movimento, mantenha o corpo dentro do carro. Conhecer o caminho ajuda a cuidar de você e das outras pessoas.
Fontes: 1, 2. Orientações pedagógicas gerais; confira a sua reserva.
Descobertas · PDF, página 14
O trem por fora: partes e funções
Um trem pode reunir veículos conectados. A composição abaixo é um esquema de estudo.

COMPOSIÇÃO COM LOCOMOTIVA
1 2 3
Locomotiva Carro de passageiros Carro de passageiros

1 • Tração
2 e 3 • Passageiros
Na composição com locomotiva, ela fornece força para movimentar o conjunto.
São os carros onde as pessoas viajam. Janelas permitem observar a paisagem.
Rodas e trilhos
Engates
As rodas de aço apoiam o trem nos trilhos. O percurso foi construído para a circulação ferroviária.
Conectam os veículos e transmitem esforços entre eles. A equipe cuida da composição.
E a litorina das fotografias?
A litorina possui tração própria: seu carro tem um sistema que também produz movimento. Existem diferentes veículos e categorias no passeio. As fotos e os desenhos mostram exemplos.
Fontes: 1, 3, 6. Diagrama genérico sem escala.
Descobertas · PDF, página 15
O trem por dentro: viajamos juntos
O interior muda conforme o carro. Veja um esquema simples para entender as funções.
JANELAS

CORREDOR
Cada carro pode ter uma organização diferente.

Assentos
Corredor e portas
Acomodam os passageiros durante o trajeto. Observe de sua própria janela e compartilhe a descoberta.
Ajudam na circulação e no acesso. Deixe a passagem livre e siga a orientação da equipe.
Guia e equipe
Acessibilidade
Explicam paisagens e a ferrovia nas opções que incluem esse acompanhamento.
Se houver necessidade de apoio, um adulto conversa com a operadora antes da reserva.
Fonte: 3. Planta pedagógica genérica, sem escala.
Descobertas · PDF, página 16
Como um trem anda e para?
As peças trabalham em conjunto. O desenho explica o princípio, sem mostrar um motor específico.

ENERGIA QUE PRODUZ MOVIMENTO
ENERGIA SISTEMA MOTOR RODAS
As rodas impulsionadas fazem o trem se deslocar.

Para andar
Para seguir o caminho
O sistema de tração transforma energia em força nas rodas motrizes.
Rodas e trilhos formam um conjunto. As curvas do traçado conduzem a viagem.
Para controlar a velocidade
Para diminuir e parar
O maquinista e os sistemas de operação acompanham a circulação. O trem não escolhe o caminho sozinho.
Os freios reduzem o movimento. Um trem precisa de espaço e tempo para parar.
Uma pausa pode fazer parte do trajeto
Trens turísticos e de carga compartilham a ferrovia. A operação organiza a circulação, e podem ocorrer esperas para permitir a passagem de outro trem.
Fontes: 2, 3. Princípio ferroviário simplificado.
Descobertas · PDF, página 17
Túnel: um caminho pela montanha
Em alguns pontos, uma passagem pelo relevo ajuda a ferrovia a continuar seu caminho.

MONTANHA
PASSAGEM
Esquema do conceito de túnel, sem escala ou obra específica.

Dentro do túnel
O que sustenta?
A paisagem externa fica escura por um trecho. As pessoas permanecem em seu carro.
Projeto, terreno e estruturas trabalham juntos. A engenharia considera a rocha e o caminho do trem.
Ao sair
Pergunta de explorador
A luz e a paisagem reaparecem. Observe o que mudou na vista da janela.
Um túnel passa por dentro de uma parte do relevo. Uma ponte sustenta a passagem por cima de um espaço.
Fonte: 5. Desenho do conceito, não de uma obra específica.
Descobertas · PDF, página 18
Ponte São João e Viaduto do Carvalho
Dois destaques do caminho: estruturas que tornam possível atravessar terrenos difíceis.



Ponte São João
Viaduto do Carvalho
Atravessa um vale com uma estrutura metálica. Suas peças vieram da Bélgica para montagem no Brasil.
Acompanha a encosta em curva. Sua posição junto à montanha faz a vista parecer uma viagem no ar.

O trem permanece apoiado
Rodas, trilhos, estrutura e apoios trabalham juntos. A sensação de flutuar é causada pela vista do vale: o trem não voa nem fica sem apoio.
Converse: em qual foto a ferrovia acompanha mais de perto a parede da montanha? Aponte a curva e procure os apoios.
Fontes: 5, 7. Ilustrações inspiradas nas referências visuais.
Descobertas · PDF, página 19
Mata Atlântica: muitos verdes e vidas
A floresta é um ambiente cheio de relações. Nem todos os seus moradores aparecem na janela.


Biodiversidade
É a variedade de seres vivos. Plantas, animais e outros organismos formam a vida da floresta.

Plantas de diferentes tamanhos
Plantas sobre outras plantas
Árvores, palmeiras e plantas menores ocupam espaços diferentes e oferecem abrigo e alimento.
Algumas bromélias vivem apoiadas nos troncos. Apoiar-se não é o mesmo que roubar alimento da árvore.
Animais em liberdade
Cuidar para continuar existindo
A região abriga aves, insetos, anfíbios e mamíferos. A observação depende de muitas condições.
Guarde os resíduos e preserve o lugar. Desenhos e lembranças podem viajar com você sem retirar seres vivos.
Desafio dos verdes
Conte quantos tons de verde você encontra na ilustração. Dois amigos podem perceber quantidades diferentes: conversem sobre o que cada um observou.
Fontes: 5, 8.
Descobertas · PDF, página 20
Marumbi: montanhas e conservação
O conjunto de montanhas do Marumbi compõe uma paisagem especial no caminho do trem.


Um conjunto de montanhas
Uma área protegida
O Marumbi reúne picos de diferentes formas. Montanha não é uma única paisagem: relevo, água e floresta se encontram.
O Parque Estadual Pico do Marumbi foi criado em 1990 para conservar a natureza da região.
Ver a estação não é desembarcar nela
A operadora informa uma parada para visitantes do parque. Quem tem Morretes como destino permanece no trem e segue até Morretes. Atividades de montanha exigem planejamento próprio.
Nossa turma observa do trem. Trilhos não são caminhos para passear a pé. Para conhecer áreas protegidas, use os acessos autorizados e siga a equipe local.
Fontes: 2, 8.
Descobertas · PDF, página 21
A água também conta uma história
Na serra, a água e o relevo participam da formação da paisagem.

UM CAMINHO POSSÍVEL DA ÁGUA
CHUVA SOLO E NASCENTES RIACHOS E RIOS
Parte da chuva entra no solo; outra parte escorre pela superfície. Nascentes alimentam cursos de água. Eles se encontram e seguem pelo relevo.

Cascata
Floresta e solo
A água desce por uma diferença de altura. Nem toda queda de água é visível durante a viagem.
Folhas, raízes e solo participam do caminho da água. Preservar a vegetação ajuda a cuidar desse ambiente.
Rio Nhundiaquara
Nossa atitude
Em Morretes, ele integra a paisagem e a história da cidade. Observe a água dos espaços de passeio.
Resíduos podem chegar aos rios. Guarde o lixo e use os locais adequados de descarte.
Lembrete de cientista: um desenho é um modelo. Nuvens, rios e nascentes não ficam organizados em caixinhas na natureza.
Fontes: 5, 8, 9. Esquema didático geral.
Descobertas · PDF, página 22
Morretes: um passeio para observar
Depois do desembarque, a história continua a pé, com um adulto e tempo para conversar.


Uma cidade viva
Moradores, comerciantes, artesãos e visitantes compartilham os espaços. Respeitar as pessoas faz parte do passeio.

1 • Centro histórico
2 • Rio Nhundiaquara
Observe telhados, portas e janelas dos casarões. Alguns lugares abrigam lojas, restaurantes e espaços culturais.
Caminhe pelos espaços de passeio e veja o rio e as montanhas. A água participa da memória da cidade.
3 • Igreja e construções
4 • Trabalho e cultura
A Igreja de Nossa Senhora do Porto é uma referência histórica. Observe sua posição no conjunto da cidade.
Conheça o artesanato e os produtos locais. Pergunte com respeito e escute quem mora e trabalha ali.
Roteiro de observação sugerido, não mapa de navegação. Visitas internas dependem de acesso e funcionamento. O retorno é combinado com o adulto responsável.
Fontes: 2, 4, 9.
Descobertas · PDF, página 23
Barreado: uma receita de memórias
O prato faz parte da tradição culinária do litoral paranaense e é muito conhecido em Morretes.


O que é?
Um cozido de carne bovina, preparado lentamente. Com o cozimento, a carne fica macia e se desfaz.

Ingredientes e temperos
Tempo transforma
A carne e os temperos formam o cozido. Famílias e cozinheiros guardam seus modos de preparar.
O cozimento lento muda a textura da carne e forma um caldo. O preparo exige cuidado de adultos.
A panela e a tampa
Por que esse nome?
Tradicionalmente, usa-se panela de barro com a tampa vedada. Essa vedação ajuda a manter o vapor.
“Barrear” é vedar a panela com uma massa. Na tradição, a farinha de mandioca participa dessa vedação.
Aprender sobre o preparo não significa cozinhar sozinho. Nesta história, Ana apresenta uma panela fria, e os adultos cuidam do serviço.
Fontes: 10, 11, 12.
Descobertas · PDF, página 24
À mesa: sabores, histórias e respeito
A comida pode aproximar pessoas e revelar conhecimentos de uma comunidade.

O barreado pode ser servido com farinha de mandioca e banana. Na mesa da turma, Ana ajuda a colocar uma pequena porção no prato.
BARREADO FARINHA BANANA

Olhar e sentir o aroma
Farinha e caldo
Observe cores, textura e cheiro. Use palavras suas: cremoso, macio, quente, doce ou salgado.
Misturar farinha de mandioca e caldo muda a consistência. A receita e o modo de servir podem variar.
Escutar quem prepara
Respeitar as escolhas
Pergunte quem ensinou a receita e em quais ocasiões ela aparece. Cozinhar também é transmitir conhecimentos.
Cada pessoa tem gostos e necessidades. O adulto ajuda a escolher o alimento; ninguém precisa ser pressionado a provar.
Leve uma pergunta para casa: que receita da nossa família merece ser lembrada e contada?
Fontes: 10, 11, 12; referência visual do prato fornecida pelo usuário.
Atividades · PDF, página 25
Missão 1: coloque a viagem em ordem
Escreva de 1 a 5. Pense na ordem da aventura, do começo ao fim.

CARTÃO A
Comer o barreado em Morretes.
CARTÃO B
Embarcar na estação de Curitiba.
CARTÃO C
Observar pontes e túneis na serra.
CARTÃO D
Reunir as três descobertas depois do almoço.
CARTÃO E
Desembarcar e passear pelo centro de Morretes.
Por que precisamos embarcar antes de ver a serra pela janela do trem? Explique com suas palavras.
Atividades · PDF, página 26
Missão 2: passageiros e lugares
Este trem de brinquedo tem 3 carros, com 8 lugares em cada um. Os números são inventados.

8 LUGARES
8 LUGARES
8 LUGARES
Carro 1
Carro 2
Carro 3

1 Quantos carros há nesse trem?

2 Quantos lugares há ao todo? Faça 8 + 8 + 8.

3 Se 5 lugares de um carro estiverem ocupados, quantos ficam livres?

4 Pipo, Lila, Teco e Ana usam 4 lugares. Quantos sobram em um carro de 8?
Desafio opcional: forme grupos de 8 tampinhas e conte de 8 em 8. No passeio real, o número de carros e de lugares varia.
Atividades · PDF, página 27
Missão 3: cartões do caminho
Recorte com ajuda de um adulto. Organize as etapas e conte o que acontece em cada uma.

CARTÃO A Morretes
CARTÃO B Roça Nova
Estação, rio, passeio e barreado.
Passagem do planalto para a serra.

CARTÃO C Curitiba
CARTÃO D Marumbi
Embarque na Rodoferroviária.
Montanhas e estação no caminho.

CARTÃO E Piraquara
CARTÃO F Serra do Mar
Paisagens do planalto.
Floresta, túneis, pontes e vales.
Minha ordem: ______ ______ ______ ______ ______ ______
As etapas são um resumo do caminho, e não uma lista de todas as estações.
Atividades · PDF, página 28
Missão 4: cada parte tem uma função
Escreva a letra da parte ao lado de sua função.
A Estação
B Trilhos
C Ponte
D Túnel
E Carro de passageiros
F Engate
Passagem por dentro de uma parte do relevo.
Conecta os veículos da composição.
Lugar de embarque e desembarque.
Acomoda as pessoas durante a viagem.
Sustenta o caminho sobre um vale ou rio.
Forma o caminho de aço por onde o trem segue.
Desafio: escolha duas partes e explique como elas ajudam uma viagem de trem a acontecer.
Atividades · PDF, página 29
Missão 5: o mundo na minha janela
Desenhe uma paisagem que você viu na revista. Depois identifique o que observou e o que imaginou.
MINHA JANELA PARA A SERRA
Uma coisa que está na história:
Uma coisa que eu acrescentei com a imaginação:
Circule as atitudes que cuidam do lugar:
Guardar a embalagem do lanche.
Arrancar uma planta para levar para casa.
Observar a paisagem sem sair do trem em movimento.
Atividades · PDF, página 30
Missão 6: meu trem de papel
Vamos criar um trem plano para inventar viagens. Use o molde da página 31.

MATERIAIS
Página 31 impressa em 100% • lápis de cor • cola • folha ou papelão fino para base opcional • tesoura com ponta arredondada, usada com ajuda de um adulto.
1 Pinte antes de recortar
Escolha as cores. Desenhe Pipo, Lila e Teco nas janelas. Identifique a locomotiva e os dois carros.
2 Recorte as três peças
Com um adulto, recorte os contornos externos pontilhados. Preserve as duas abas: elas são os pontos de união.
3 Ligue os veículos
Cole a aba A da locomotiva atrás da borda esquerda do carro 1. Cole a aba B do carro 1 atrás do carro 2.
4 Crie o caminho
Coloque o trem sobre uma folha. Desenhe trilhos, montanhas, um túnel e um rio. Mova o trem com a mão e conte a viagem.
Compare: no modelo, sua mão produz o movimento. No trem real, o sistema de tração faz esse trabalho. As rodas desenhadas do molde são decorativas.
Atividades · PDF, página 31
Molde: três peças para uma viagem
Pinte e recorte os contornos pontilhados. Cole as abas no verso do próximo veículo.

LOCOMOTIVA
ABA A

CARRO 1
ABA B
CARRO 2


Depois de montar, sua composição terá cerca de 35 cm de comprimento. Você pode montar sobre a mesa ou colar em uma base maior. O desenho é plano e não está em escala ferroviária.
Atividades · PDF, página 32
Missão 7: memória da viagem
Oito cartões, quatro pares. Recorte com um adulto e vire as imagens para baixo.

Trem Ponte

Folha Barreado

Folha Trem

Barreado Ponte
Ao encontrar um par, diga o que ele lembra: transporte, engenharia, natureza ou cultura. Combine a vez de cada pessoa e ajude quem precisar.
Atividades · PDF, página 33
Missão 8: passaporte de explorador
Preencha pela leitura, sem precisar fazer a viagem real.
Meu nome:
Data:
Localizei Curitiba e Morretes no roteiro.
Expliquei a função de uma ponte ou de um túnel.
Reconheci uma parte do trem.
Descobri algo sobre a Mata Atlântica.
Aprendi o nome do rio de Morretes.
Contei o que é o barreado.
Combinei uma atitude de cuidado com o lugar.
Minha descoberta favorita:
Uma pergunta que ainda quero investigar:
Atividades · PDF, página 34
Missões 9 e 10: viajar com a família
Duas brincadeiras para conversar e compartilhar descobertas sem telas.
9 • ENTREVISTA DE VIAJANTE
Em dupla, uma pessoa será a repórter e a outra, a viajante. Faça as perguntas, escute até o fim e depois troquem os papéis.
• O que mudou na paisagem ao longo da viagem?
• Como pontes e túneis ajudam o trem?
• O que você gostaria de observar em Morretes?
• Qual descoberta você contaria para alguém?
Uma resposta que me surpreendeu:
10 • RECEITA QUE CONTA HISTÓRIA
Converse com alguém da família sobre uma receita querida. Pergunte quem ensinou, quais ingredientes ela usa e em que ocasiões é preparada.
Desenhem juntos a comida e contem uma memória. A brincadeira é conversar e desenhar: não é necessário cozinhar.
A receita da nossa história é:
Para colorir · PDF, página 35
Vamos colorir a viagem!
Pinte a turma, o trem e a paisagem. Procure a mata e as montanhas.

Para colorir · PDF, página 36
Morretes ganha as minhas cores
Pinte o rio, os casarões e o almoço da turma. Imagine um dia bonito de passeio.

Para adultos e referências · PDF, página 37
Guia para família e educadores
Sugestão: duas ou três sessões de 20 a 30 minutos, respeitando o interesse e o ritmo da criança.

Antes da leitura
Durante a história
Pergunte o que a criança sabe sobre trens. Mostre Curitiba e Morretes em um mapa real. Anote uma pergunta que ela gostaria de investigar.
Leia as falas com expressão e faça as pausas de conversa. Observe como mudam a paisagem e as descobertas. Separe ficção e informação.
Explore os modelos
Depois da leitura
Use os esquemas para reconhecer partes e funções. Compare um túnel e uma ponte. Explique que os desenhos não têm escala real.
Escolha atividades conforme a idade. A criança pode responder falando, desenhando ou ditando. Apoie o recorte e a montagem do trem.

Objetivos de aprendizagem
Recontar uma sequência; reconhecer paisagens e funções dos transportes; relacionar natureza e ação humana; contar e comparar quantidades; valorizar a cultura alimentar; cooperar.
Como observar o aprendizado
Peça: “Conte o caminho em três momentos”, “Por que o trem não voa no viaduto?” e “O que uma receita pode ensinar?”. Valorize as explicações e as novas perguntas.
Adapte o material ao planejamento da turma e às necessidades de participação de cada criança. Os objetivos não substituem o currículo nem recebem códigos de habilidades automaticamente.
Para adultos e referências · PDF, página 38
Respostas e novas conversas
As respostas ajudam a conversar. Desenhos, relatos e preferências admitem soluções diferentes.

Missão 1 • Sequência
Ordem dos acontecimentos: B, C, E, A, D. Nos cartões, de cima para baixo: 4, 1, 2, 5, 3. Primeiro embarcamos; depois viajamos, passeamos, almoçamos e reunimos descobertas.
Missão 2 • Quantidades
1: três carros. 2: 24 lugares (8 + 8 + 8). 3: três lugares livres (8 - 5). 4: quatro lugares livres (8 - 4). Os números são do trem fictício da atividade.
Missão 3 • Etapas do caminho
C, E, B, F, D, A: Curitiba, Piraquara, Roça Nova, Serra do Mar, Marumbi e Morretes. As etapas resumem o percurso.
Missão 4 • Funções
De cima para baixo: D, F, A, E, C, B. Túnel, engate, estação, carro de passageiros, ponte e trilhos.
Missão 5 • Observar e cuidar
Circule guardar a embalagem e observar sem sair do trem em movimento. Arrancar plantas não conserva o lugar. Acolha os elementos criados no desenho e diferencie-os dos observados.
Missão 6 • Trem de papel
A aba A liga a locomotiva ao carro 1. A aba B liga o carro 1 ao carro 2. É um modelo plano, movido pela mão, com rodas desenhadas.
Missões 7 a 10 • Memória e convivência
São quatro pares: trem, ponte, folha e barreado. O passaporte, a entrevista e a receita familiar têm respostas pessoais. Observe a escuta, a explicação e o respeito às diferenças.
Para adultos e referências · PDF, página 39
De onde vêm as descobertas?
Fontes consultadas em 11 de outubro de 2026. Clique nos links para continuar a pesquisa.
1 Serra Verde Express • Bilhete Curitiba-Morretes
serraverdeexpress.com.br/train/bilhete-curitiba-morretes
2 Serra Verde Express • Perguntas frequentes
serraverdeexpress.com.br/page/faq
3 Serra Verde Express • Veículos e categorias
serraverdeexpress.com.br/page/vagoes
4 Patrimônio Cultural do Paraná • Centro histórico de Morretes
patrimoniocultural.pr.gov.br/Pagina/28-I-e-180-II-Conjunto-Historico-Urbanistico-e-Paisagisti...
5 Patrimônio Cultural do Paraná • Serra do Mar e ferrovia
patrimoniocultural.pr.gov.br/Bem-Tombado/Serra-do-Mar
6 Serra Verde Express • História da empresa
serraverdeexpress.com.br/page/a-serra-verde-express
7 Prefeitura de Curitiba • Ponte São João e Viaduto do Carvalho
curitibacriativa.curitiba.pr.gov.br/noticias/detalhes/75648
8 Instituto Água e Terra • Parque Estadual Pico do Marumbi
iat.pr.gov.br/Pagina/Parque-Estadual-Pico-do-Marumbi-PEPM
9 Prefeitura de Morretes • História e pontos de observação
morretes.pr.gov.br/pagina/907_Historia-da-Cidade.html
10 Turismo do Paraná • Gastronomia e origem do nome barreado
turismo.pr.gov.br/Pagina/TURISMO-GASTRONOMICO
11 Prefeitura de Morretes • Barreado e indicação de procedência
morretes.pr.gov.br/noticiasView/972_Barreado-e-reconhecido-como-simbolo-da-cultura-gastronomi...
12 Turismo do Paraná • Pratos culinários, boletim de 2025
turismo.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2025-10/boletim_gastronomi...
13 Biblioteca Nacional • Fotografias históricas: Piraquara e Roça Nova
brasilianafotografica.bn.gov.br/brasiliana/browse?etal=-1&offset=7793&order=ASC&rpp=100&sort_...
Como usar o material
A narrativa e seus personagens são fictícios. Etapas, espaços e mecanismos estão simplificados. A aparência dos veículos pode variar. Bilhete avulso e pacote têm inclusões diferentes: um adulto confirma as condições antes de visitar.
Para adultos e referências · PDF, página 40
Diploma de explorador
Complete, imprima e guarde a lembrança das suas descobertas.
EXPLORADOR DA SERRA DO MAR E DE MORRETES



Este diploma celebra as descobertas de
que viajou pela leitura, conheceu o trem e reuniu saberes da natureza, da
engenharia e da cultura do Paraná.
Data: Assinatura:



